Trump ameaça, Teerã recua: execução some do discurso oficial e presidente dos EUA diz que “a matança parou” no Irã
Sob pressão direta dos Estados Unidos, o Irã negou ter condenado um manifestante à morte, enquanto Donald Trump afirmou que a repressão violenta no país foi interrompida. O episódio expõe a escalada retórica entre Washington e Teerã e reacende o alerta sobre direitos humanos e risco de conflito no Oriente Médio.
ORIENTE MÉDIOIRÃTRUMPEUA
1/15/20263 min read


As tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a subir em meio à intensificação da repressão às manifestações no Irã e à resposta internacional preocupada com violações de direitos humanos e risco de escalada militar envolvendo potências globais.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que recebeu informações de que as execuções no Irã teriam sido suspensas e que a “matança parou”, em referência à repressão de protestos no país — embora ele não tenha descartado totalmente a possibilidade de uma ação militar caso a situação se agravasse novamente.
A ameaça de execução e a resposta de Teerã
O epicentro recente da crise foi o caso de Erfan Soltani, um comerciante iraniano de 26 anos que foi detido durante os protestos que vêm ocorrendo em várias cidades iranianas desde o final de dezembro de 2025. Relatos de grupos de direitos humanos e da família de Soltani indicaram que ele teria sido sentenciado à morte rapidamente e sem amplo direito de defesa, sob acusações de ameaça à segurança do Estado — acusações que, segundo especialistas, não necessariamente implicam pena de morte sob a lei iraniana.
Após as ameaças de “medidas muito severas” por parte dos EUA caso as execuções avançassem, as autoridades iranianas negaram que Soltani tenha sido condenado à morte e disseram que a ideia de enforcamento estava “fora de questão”. A mídia estatal iraniana afirmou que ele estava sendo investigado e que não havia sentença de execução formalizada.
Declarações de Trump: “matança parou”?
Na Casa Branca, Donald Trump declarou que tinha sido informado por “fontes confiáveis” de que as mortes de manifestantes no Irã estavam cessando e que não havia planos de execução em andamento. Ele repetiu que as execuções e mortes estavam “parando”, sem especificar diretamente se essa informação vinha do governo iraniano ou de canais diplomáticos intermediários.
Apesar dessa declaração, analistas internacionais — incluindo veículos de imprensa como The Guardian e Reuters — observaram que Trump não descartava totalmente uma resposta militar se a repressão violenta continuasse, mesmo com sinais de que as autoridades iranianas buscavam reduzir a intensidade das ações mais letais.
Contexto dos protestos e reações globais
Os protestos no Irã começaram no final de dezembro de 2025, inicialmente impulsionados por dificuldades econômicas e descontentamento social, mas rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra a autoridade da liderança clerical do país. Organizações de direitos humanos estimam que milhares de pessoas foram mortas e dezenas de milhares foram detidas durante os confrontos com as forças de segurança iranianas.
A comunidade internacional reagiu com preocupação. Membros do **G7 condenaram a repressão e manifestaram disposição de impor novas sanções se o Irã continuar a violar direitos humanos, enquanto o Conselho de Segurança da ONU marcou reuniões de emergência para discutir a crise.
O papel das tensões regionais
O episódio ocorre em um momento de alta tensão geopolítica no Oriente Médio e relações já fragilizadas entre Teerã e Washington. A ameaça de Trump de intervir caso manifestações fossem esmagadas com execuções foi acompanhada por movimentações militares e alertas em bases americanas na região, refletindo o receio de um conflito mais amplo.
Enquanto isso, o governo iraniano tenta aplacar temores de escalada, negando sentenças de morte e indicando que a violência pode estar diminuindo. O desfecho dessa crise ainda é incerto, com diplomatas e vigilantes de direitos humanos alertando para a necessidade de verificação independente das informações e de pressão contínua para garantir a proteção de civis e respeito às liberdades fundamentais.
Se quiser, posso preparar uma linha do tempo detalhada dos eventos que levaram a esse ponto nas relações EUA-Irã e nos protestos recentes.
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