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Crise no Irã: protestos, repressão violenta e respostas globais

O Irã vive uma das maiores ondas de protestos desde a Revolução de 1979, em um contexto de grave crise econômica, repressão estatal e crescente pressão internacional.

IRÃPOLITICA INTERNACIONAL

1/13/20262 min read

O Irã atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. O que começou como insatisfação econômica rapidamente se transformou em uma onda nacional de protestos que desafia diretamente o regime teocrático instalado no país desde 1979.

A alta inflação, o desemprego e a perda constante do poder de compra empurraram milhares de iranianos às ruas. Mas o discurso mudou. As manifestações deixaram de ser apenas sobre economia e passaram a questionar o próprio modelo político e religioso que governa o país.

A resposta do Estado foi dura.

Relatórios de organizações internacionais indicam centenas de mortos e milhares de presos, após uma repressão conduzida por forças de segurança e pela Guarda Revolucionária. Em várias cidades, a reação oficial incluiu o uso de munição real, prisões em massa e acusações de “terrorismo” contra manifestantes.

Para conter a mobilização, o governo promoveu um apagão quase total da internet, dificultando a circulação de imagens, vídeos e informações. Ainda assim, relatos continuam a escapar do bloqueio, revelando um país em tensão permanente.

Enquanto isso, o regime tenta sustentar sua narrativa. Autoridades em Teerã afirmam que os protestos são estimulados por potências estrangeiras e organizaram atos pró-governo para demonstrar força e controle. Do outro lado, lideranças da oposição no exílio pedem apoio internacional e falam abertamente na queda do regime.

A crise interna já provoca efeitos globais. Estados Unidos e União Europeia discutem novas sanções, enquanto organismos internacionais denunciam violações sistemáticas de direitos humanos. O temor é que a instabilidade iraniana ultrapasse suas fronteiras, afetando o Oriente Médio e o mercado internacional de energia.

No centro desse cenário está a população iraniana — jovem, conectada e cada vez menos disposta a aceitar repressão como resposta. O impasse está posto: ou o regime encontra uma saída política, ou o país pode caminhar para um conflito interno prolongado, com impactos que vão muito além do Irã.

No momento, uma coisa é clara: o silêncio imposto pelo Estado não conseguiu apagar o grito que ecoa das ruas.